O Presidente da República João Lourenço, autorizou um financiamento de 148,8 milhões de euros, cerca de 158 mil milhões de kwanzas, para a construção e apetrechamento da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, na província da Huíla.
A autorização consta do Despacho Presidencial n.º 289/26, publicado no Diário da República I Série n.º 151, de 11 de Agosto de 2026. O diploma autoriza a celebração de acordos de financiamento entre o Estado angolano, através do Ministério das Finanças, a agência de crédito à exportação EIFO e o Investec Bank.
Do valor global, 142,8 milhões de euros, aproximadamente 151,3 mil milhões de kwanzas, serão utilizados para financiar 95% do contrato comercial e cobrir o prémio de seguro da EIFO.
O contrato comercial para a execução do projecto está avaliado em 114 milhões de euros, cerca de 120,8 mil milhões de kwanzas. A este valor junta-se um prémio de seguro de 28,8 milhões de euros, equivalente a aproximadamente 30,5 mil milhões de kwanzas.
O Executivo autorizou ainda um segundo financiamento de seis milhões de euros, cerca de 6,4 mil milhões de kwanzas, correspondente aos 5% restantes do contrato comercial e destinado ao pagamento inicial, conhecido como down payment.
Assim, os dois acordos de financiamento representam, no conjunto, cerca de 148,8 milhões de euros, ou aproximadamente 157,7 mil milhões de kwanzas, considerando uma taxa de referência de cerca de 1.059 kwanzas por euro.
O projecto prevê a construção e o apetrechamento da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, uma instituição pública de ensino superior localizada na Huíla e com importância para a formação de quadros na região sul de Angola.
O despacho presidencial delega à ministra das Finanças, com faculdade de subdelegação, poderes para assinar os acordos de financiamento, bem como toda a documentação necessária à concretização da operação, em nome e representação do Estado angolano.
A operação financeira permitirá, desta forma, avançar com um dos maiores projectos de investimento público no ensino superior na região sul, abrangendo tanto a construção das infra-estruturas como a aquisição dos equipamentos necessários ao funcionamento da universidade.