O vídeo é assustador. Revolta. Circula nas redes sociais, gerando críticas e indignação pela ostentação de riqueza dos personagens. A primeira notícia era da responsável da luxúria ser secretaria do ministro dos Transportes. Fake news.
As investigações afastam proximidade entre a dita cuja e Ricardo de Abreu, mas aproxima o objectivo de atingir a intimidade do ministro, através de uma funcionária do Porto Comercial de Luanda, distante do seu gabinete. Os episódios rocambolescos recorrentes, longe de avaliarem o desempenho positivo ou negativo à frente do pelouro, optam por difundir injúrias.
Nos últimos tempos, é certo que muitos populares, têm cobrado mais trabalho ao Ministério, mas isso não deve levar os críticos ao extremo de adentrarem na sua intimidade, sem provas bastantes. A injúria é um crime contra a honra, previsto e punível, pelo Código Penal.
Será pela sua incompetência ou a estruturação em curso no sector que incomoda, sectores com apetência ao pelouro?
Voltemos a protagonista da festança, que é administradora executiva do BAI, Irisolange Azulay Soares de Menezes Verdades, que de férias, na Europa, Espanha, mostrou uma descomunal ostentação de riqueza, indiferente à vida de miséria e pobreza, que assola a maioria dos angolanos.
O que se critica nas imagens, não são as pessoas em merecidas férias. Não! O que se critica é a ostentação ofensiva, despreocupada, provocadora.
Como uma administradora do maior banco privado, com conhecimento do estado crítico do país, tendo o ministro de Estado para Coordenação Económica, José Lima Massano como um dos principais accionistas? Como exibir no exterior, tanta riqueza, quando os populares e empresários têm problemas, nas transferências para o exterior?
Será esse dinheiro lícito?
Verdade ou não, o julgamento penaliza…
Os clientes e populares, podem, face às imagens, questionar a forma de capacitação do banco, para permitir aos seus administradores, vida de nababos, no exterior do país.
É uma grande legião, levada pela administradora, que incluiu, companheiro, filhos, familiares próximos e amigos, que exibiam dotes de riquismo, nas festas, locais de almoços e viagens de iates e jactos executivos, caros…
As contas com alugueres de jactos executivos e de carreira, rondou os cerca de 260.000,00 Euros e, em iates quase 50.000,00 Euros, além de outros gastos milionários na zona balnear espanhola de Ibiza, porto seguro de milionários, celebridades e alguns políticos larápios, aliados a corrupção e tráfico de drogas.
O estranho é todo esse ambiente estar associado aos ministérios da Coordenação Económica, Finanças e à banca comercial, que deveriam orientar “as gentes administradoras”, a um comportamento ético, que não comprometa as instituições, o país, nem ofenda o sofrimento de milhões de desempregados e pobres.
Essa questão é pertinente e não pode ser desviada, para o sector de Transportes e alegada secretária do ministro. Wandisa Chaves é funcionária sénior do Porto Comercial de Luanda e foi uma das amigas convidadas da administradora rica do BAI.
A administradora milionária do BAI
Segundo dados difundidos, Irisolange Azulay Soares de Menezes Verdades iniciou a sua carreira profissional em 1998, como operadora de caixa no Jumbo, no Porto, Portugal. Quatro anos depois, ingressou no sector bancário e integrou os quadros do BAI – Banco Angolano de Investimentos, S.A., onde desempenhou a função de assistente de clientes.
Após dezoito meses, foi promovida a coordenadora de balcão. Em meados de 2005, transitou para a função de analista financeira e, em 2008, criou e passou a dirigir o departamento de backoffice.
Ao longo da carreira, esteve ligada a funções de relevo, tendo sido directora de Mercados Financeiros, directora de Operações Nacionais e sobre o Estrangeiro e responsável pela Direcção de Suporte Comercial e pela Direcção de Marketing.
Desde 2018, é administradora Executiva do BAI, acumulando funções como membro da Comissão de Remunerações da NOSSA Seguros, S.A. e como sócia-gerente da empresa Empreendimentos Angolanos de Hotelaria.
Esse percurso dá para tamanha ostentação financeira no exterior?