O Presidente russo, Vladimir Putin, decretou esta segunda-feira, um aumento de 27.000 efetivos nas Forças Armadas, com entrada em vigor a 01 de agosto.
O reforço que inclui 25.000 militares e 2.000 funcionários administrativos, surge numa altura em que se intensificam os rumores sobre uma nova mobilização de reservistas para combater na Ucrânia. Com este aumento, as Forças Armadas russas passam a contar com 2.426.000 efetivos, dos quais 1.535.000 são militares.
Segundo a imprensa europeia, o decreto publicado no portal oficial de informação jurídica do Estado russo, o aumento deve-se à criação de uma unidade de construção militar.
Desde o início da guerra, o chefe de Estado russo ordenou por diversas vezes o aumento do número de efetivos das Forças Armadas.
Como resultado, o efetivo militar passou de 1,9 milhões de elementos em fevereiro de 2022, quando teve início a chamada “operação militar especial”, para os atuais cerca de 2,5 milhões.
Quando Putin chegou ao poder, em 2000, numa altura em que a Rússia estava envolvida na Segunda Guerra da Chechénia, o exército russo contava com um milhão de militares.
O Kremlin, que tem cerca de 700.000 militares destacados na Ucrânia, enfrenta dificuldades crescentes em recrutar voluntários entre os recrutas e outros homens em idade militar.
A imprensa local, que cita o portal Meduza, noticia há várias semanas que as autoridades estão a discutir, “a todos os níveis”, uma segunda mobilização, embora sublinhe que a decisão ainda não foi tomada e que, em qualquer caso, não será anunciada antes das eleições legislativas de setembro.
O Ministério da Defesa terá já preparado campos de treino para esse eventual processo.