Filho de Holden Roberto formaliza candidatura e promete “uma FNLA mais dinâmica” – Correio da Kianda

O pré-candidato à liderança da FNLA, Carlito Roberto, filho do líder fundador do partido, formalizou na tarde desta segunda-feira, 27, a sua candidatura junto da subcomissão de candidaturas criada pelos membros do Comité Central e apoiados por Ngola Kabango.

Segundo o seu mandatário Gonçalves Pedro Buca, o processo cumpre todos os requisitos exigidos pela subcomissão, sublinhando que para além da autobiografia, solicitada para verificação dos dados, a equipa anexou a cópia do bilhete de identidade, um “documento-mãe” para evitar divergências nas informações bibliográficas.

“Já formalizamos a nossa candidatura e, de acordo com os requisitos que a subcomissão de candidaturas propôs, nós cumprimos com todos os requisitos necessários”, afirmou.

Esta é a segunda vez que Carlito Roberto tenta concorrer à direcção da FNLA, que segundo o seu mandatário, nesta nova caminhada o projeto chega “diferenciado”.

“A candidatura do Carlito Roberto senta-se num projecto claro e específico. Tão logo a nossa pré-candidatura seja aprovada, em momento próprio, vai-se fazer o lançamento dos objectivos desta pré-candidatura”, disse Pedro Buca.

O mandatário reconheceu falhas na campanha anterior e garantiu que a estrutura foi reforçada, por formas a alcançar desta vez a liderança do partido fundado pelo pai do pré-candidato.

“Entendemos que, dos outros anos que ele teve a oportunidade de concorrer, a assessoria do mesmo estava fraca. Mas podemos garantir aqui aos órgãos de comunicação social que, desta vez, a assessoria de Carlito Roberto está acentuada. É só vermos o impacto que teve a nível do país o anúncio”, assegurou.

Com vista às eleições gerais de 2027, Pedro Buca defendeu que o objectivo desta candidatura é tornar a FNLA mais competitiva e amais actuante no cenário político nacional.

“A intenção de Carlito Roberto é criar esta dinâmica, esta vontade, para que tenhamos uma FNLA mais dinâmica e mais diferenciada”, sublinhou.

Crise interna e papel do Comité Central

A candidatura surge num momento de divergências internas no partido. Questionado sobre que FNLA Carlito Roberto pretende liderar, o mandatário respondeu que será uma “FNLA clarificada”.

Sobre o conflito, Pedro Buca procurou minimizar os impactos e transferiu a responsabilidade decisória para o órgão máximo do partido.

“Cada casa tem os seus problemas internos e não vai haver influência de qualquer situação, porque nós sabemos que os assuntos internos assentam-se ao órgão superior ao presidente cessante ou ao presidente do partido. É o Comité Central que decide se o partido vai às eleições ou não. É o Comité Central que cria a estratégia para as eleições gerais. É o Comité Central que aprova a lista dos deputados da Assembleia Nacional”, sinalizou.

Há duas comissão preparatórias

Neste momento o próximo conclave se debate com a problemática de existência de duas comissões preparatória. Para além das formadas pelo Comité Central coordenada por Ndonda Nzinga, há uma outra constituída pela direcção do partido liderada por João Roberto Soki.

O mandatário de Carlito Roberto justificou ainda a opção por formalizar a candidatura nesta comissão e não na outra dirigida pela direcção do partido. Para o mandatário, a decisão segue as “linhas mestras” estatutárias.

“As coisas partem sob orientação do Comité Central. Toda força política ou todo partido político a nível do mundo rege-se pela norma, regra estabelecida do órgão máximo, que é o Comité Central”.

O processo de recepção de candidaturas na Comissão do Comité Central encerra nesta segunda-feira, 27. Já formalizaram os militantes, Fernando Pedro Gomes, Daniel Afonso, Álvaro Manuel e Kiako Samuel Kiala.

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